Cão de influencer morre picado por cobra-coral em SC e tentativa de salvamento comove a web; VÍDEO
08/01/2026
(Foto: Reprodução) Cão de influenciadora morre após ser picado por cobra-coral em Florianópolis
O cão da influenciadora Hau Hauschild morreu após ser picado no quintal da família em Florianópolis por uma coral-verdadeira, considerada a cobra mais venenosa do Brasil. O caso aconteceu no sábado (3) e a corrida contra o tempo para salvar Dominic foi publicada nas redes sociais nesta semana (assista acima). O vídeo comoveu internautas e teve mais de 7 milhões de visualizações.
O animal da raça American Staffordshire Terrier estava no quintal de casa, no bairro Sambaqui, quando o caso aconteceu. A influenciadora e o companheiro só perceberam algo de errado quando o cão vomitou.
Após os primeiros sinais, eles colocaram o Dominic no carro e seguiram em busca de um veterinário. Ao chegar à primeira clínica que encontraram, o local estava fechado. No carro, o cachorro acabou morrendo.
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"Ele se foi nos protegendo de uma cobra-coral que estava no nosso pátio e deixou muita gente, muita gente triste com saudade dele. Mas ele vai estar sempre em nossos corações", disse a influenciadora.
O g1 procurou o biólogo e especialista em serpentes Christian Raboch Lempek, que viu as imagens divulgadas pela influenciadora e confirmou que o animal é da espécie micrurus corallinus, nome científico da coral-verdadeira.
Além de Dominic, a influenciadora tem outros dois cães, Dakota e Dylan, e acumula mais de 230 mil seguidores. Na internet, faz conteúdo voltado a rotina com os animais.
"Nós tentamos, até o último segundo. Foi um choque para muita gente e para nós também, mas a verdade é que tem coisas que nem o amor, nem o dinheiro, nem a vontade, nem a fé conseguem negociar com o tempo. Porque foi rápido demais", escreveu.
Cão de influenciadora morre após ser picado por cobra-coral em Florianópolis
Reprodução/Redes Sociais
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Veneno potente
Segundo o biólogo Christian, a coral-verdadeira tem o veneno mais potente entre as serpentes existentes no país e, embora exista soro antiofídico para humanos, não há para pets. Por isso, se o animal for picado, é orientado identificar a cobra e levar o animal ao veterinário rapidamente.
"Como atinge diretamente o sistema nervoso, as sinapses começam a falhar. E o diafragma, músculo que auxilia na respiração, pode parar de funcionar. O animal morre de insuficiência respiratória. Às vezes, colocar o animal em ventilação mecânica pode aumentar as chances dele sobreviver, mas, realmente, é muito difícil", disse.
O que fazer em caso de picada em humanos:
Em caso de acidente, procure atendimento médico imediatamente;
Se possível, e caso isso não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lave o local da picada, mordida ou contato com água e sabão;
Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, pulseiras, fitas amarradas e calçados apertados;
Não amarrar (torniquete) o membro acometido e, muito menos, corte, queime, esprema ou aplique qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, terra, folhas, fezes, entre outros) no local da picada, mordida ou contato;
Não tentar “chupar o veneno”. Essa ação apenas aumenta as chances de infecção no local;
Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, pois além de não terem efeito contra a peçonha, podem causar problemas gastrointestinais na vítima.
Onde ligar
Entre em contato com os Bombeiros (193) ou com a Polícia Ambiental da sua cidade (190);
Em caso de acidente com serpente, entre em contato com o Samu (192), os Bombeiros (193) ou se dirija ao hospital público mais próximo;
Em caso de dúvidas ou orientações sobre procedimentos de primeiros socorros, ligue para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), pelo telefone: 0800 643 5252.
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