Acusação de agressão e calúnia: entenda confusão entre Cariúcha e médico em Balneário Camboriú

  • 05/01/2026
(Foto: Reprodução)
Apresentadora e médico estavam em uma casa noturna em Balneário Camboriú quando iniciaram a discussão Reprodução/Redes Sociais A apresentadora Cariúcha viralizou nas redes sociais no último fim de semana ao afirmar que foi agredida e expulsa do apartamento onde estava hospedada em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, pelo médico cirurgião Danilo Bravo. Mesmo após apagar o vídeo em que relatava o caso, o conteúdo continuou repercutindo nas redes sociais. Cariúcha e Danilo Bravo divulgaram notas com versões diferentes sobre o que teria ocorrido na madrugada de domingo (4). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) informou, por meio de nota, que não foi acionada para atender a ocorrência em Balneário Camboriú (confira as manifestações mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relatos nas redes sociais Na madrugada de domingo, Cariúcha afirmou que foi agredida e expulsa do apartamento de Danilo Bravo. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela aparece chorando e diz que se defendeu, afirmando que arranhou o médico após ele ter tido um “surto e ir para cima dela”. A apresentadora também afirmou suspeitar que o médico estaria sob efeito de drogas. “Eu não aceito. Ele estava louco. Eu não sei o que ele usou. Acho que ele usou alguma coisa”, disse no vídeo. Nos mesmos vídeos, Cariúcha pediu ajuda aos seguidores. Ela afirmou que estava sozinha na rua, sem documentos e pertences, e com pouca bateria no celular. As publicações foram apagadas posteriormente. Em nota oficial publicada em seu perfil, a equipe da apresentadora informou que Cariúcha registrou um boletim de ocorrência e fará exame de corpo de delito. O texto afirma que “as suas atitudes foram uma reação diante da agressão que sofreu pelo médico”. A nota também justifica a publicação dos vídeos antes da procura pelas autoridades. Segundo o texto, Cariúcha estava sem documentos, sem pertences e com apenas 5% de bateria no celular. “O vídeo foi um pedido de ajuda em um momento de fragilidade”. O comunicado classifica o caso como violência de gênero e afirma que Cariúcha ficou em situação vulnerável, sozinha em uma cidade que não conhecia. “Violência contra a mulher não se limita à agressão física direta. Abrange também violência psicológica, constrangimento, intimidação, restrição de liberdade e abandono”. Cariúcha publicou vídeos nas redes sociais relatando o caso Reprodução O que disse o médico Danilo Bravo Após a repercussão do caso, Danilo Bravo divulgou uma nota negando o uso de drogas e qualquer agressão contra a apresentadora. Segundo ele, teria sido a vítima, afirmando que Cariúcha tentou beijá-lo e, após a recusa, o ameaçou expor e prejudicar sua reputação. Danilo Bravo é médico cirurgião e tem grande presença nas redes sociais, onde publica conteúdos com famosos, influenciadores e criadores de conteúdo. Sobre a expulsão do apartamento, o médico afirmou que a decisão foi motivada por uma agressão que teria sofrido. “Diante dessa situação e temendo novas agressões, fiz a única coisa que me pareceu razoável: peguei as coisas dela, deixei na portaria do prédio e encerrei qualquer contato”. Nas redes, o médico postou vídeos onde ele aparece correndo da apresentadora no meio da rua e discutindo com ela, com arranhões nos braços que afirma terem sido feitos por Cariucha. Segundo ele, as agressões teriam acontecido em uma casa noturna. Os dois alegam que pediram as gravações de câmeras de segurança dos locais onde teriam acontecido os fatos. A nota reforça que o médico também fez um boletim de ocorrência e fará exame de corpo de delito a fim de comprovar sua versão da história. Veja o que diz a nota de Cariúcha É inadmissível que, em pleno século XXI, uma mulher seja atacada publicamente na internet e tenha sua condição de vítima deliberadamente invertida, passando a ser tratada como algoz. O que se assiste neste caso é mais uma vez a tentativa de descredibilizar uma mulher que não aceitou o desrespeito, recorrendo a estigmas antigos que rotulam a reação feminina como desequilíbrio emocional. A verdade dos fatos é objetiva e precisa ser restabelecida. A apresentadora Carúicha foi a vítima. Foi ela quem teve seus pertences restringidos, seus documentos retidos, sua entrada bloqueada, ficando por horas na rua, em situação de extrema vulnerabilidade, sem acesso às próprias malas, sem dinheiro, sem carteira, sem celular e com o aparelho sem bateria, impossibilitada inclusive de buscar auxílio imediato junto à polícia, hospital ou qualquer autoridade. Todo esse cenário teve origem em um desentendimento ocorrido em uma boate, agravado por atitudes posteriores absolutamente desproporcionais, incluindo contato físico violento, quando a apresentadora foi segurada de forma agressiva. Ainda assim, tenta-se minimizar os fatos e construir uma narrativa que ignora o contexto real de constrangimento, abandono e intimidação vivenciado pela vítima. No que se refere aos vídeos, é fundamental esclarecer que os registros divulgados publicamente representam apenas recortes isolados, incapazes de refletir a totalidade dos acontecimentos. Quem fez uso, sem dos próprios vídeos que circularam na internet demonstra, de forma inequívoca, a total inversão da narrativa apresentada pelo senhor Danilo. No referido vídeo, gravado na mesma data dos fatos, observam-se claramente momentos de carinho, proximidade e de beijos entre ambos, típico de duas pessoas que estavam curtindo o momento, em ambiente de afeto e descontração. Tal registro público contradiz frontalmente qualquer alegação de ameaça, agressão ou comportamento hostil por parte da apresentadora, evidenciando que a versão divulgada posteriormente não se sustenta nem mesmo diante das imagens e áudios publicados. Além disso, existem outras imagens da boate, do interior do hotel e da área da piscina, que reforçam esse contexto de convivência íntima, amistosa e de celebração entre ambos. Essas imagens já foram formalmente solicitadas e serão apresentadas no momento oportuno. Importa esclarecer que a decisão de publicar vídeos nas redes sociais não teve caráter sensacionalista, mas constituiu uma tentativa legítima de pedido de socorro diante de uma situação em que a apresentadora se encontrava sem documentos, sem chave do condomínio, sem seus pertences, documentando os recursos básicos com apenas 5% de bateria, ao fazer o vídeo, ou dormia na rua. Registre-se, inclusive, que logo após o vídeo a apresentadora dormiu na portaria do condomínio, a mala da mesma se encontrava no interior do apartamento. Cumpre informar que a apresentadora já compareceu à Delegacia de Polícia, onde registrou Boletim de Ocorrência, e realizará exames de corpo de delito, para que os fatos sejam apurados de forma técnica, imparcial e responsável. O que se vê agora é a repetição de um roteiro conhecido: quando uma mulher reage, quando não aceita humilhação, quando exige respeito, passa a ser rotulada como “desequilibrada”, “alterada” ou “louca”. Trata-se de um discurso perigoso, que busca desacreditar a vítima e normalizar a violência. Uma mulher não pode e não deve fechar os olhos para esse tipo de agressão. O silêncio nunca foi proteção. Se exigir dignidade, não aceitar o desprezo e não se submeter à humilhação faz de uma mulher “louca”, então ela o será de forma clara: a apresentadora é “doida” por exigir respeito; por não normalizar a violência e por transformar o silêncio em voz. Violência contra a mulher não se limita à agressão física direta. Abrange também violência moral, psicológica, constrangimento, intimidação, restrição de liberdade e abandono, práticas que serão devidamente analisadas pelas autoridades competentes. Por fim, solicita-se à imprensa responsabilidade, cautela e compromisso com a apuração equilibrada, evitando a reprodução automática de narrativas unilaterais que contribuem para a revitimização de uma mulher que já se encontrava em situação de extrema vulnerabilidade. Veja o que diz a nota de Danilo Nunca imaginei que precisaria vir a público me defender de acusações tão graves e tão falsas. Mas diante da repercussão dos vídeos publicados pela apresentadora Cariúcha na madrugada deste domingo, não me resta alternativa senão esclarecer o que realmente aconteceu. Sobre a tentativa de me transformar em agressor: Repudio com todas as minhas forças qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres. É justamente por ter esses valores que me sinto tão ultrajado com essa inversão. Ser falsamente acusado de algo que você repudia é uma das piores coisas que podem acontecer a alguém. Cariúcha me agrediu, e depois usou suas redes sociais para me pintar como agressor antes que eu pudesse sequer me defender. Ela apagou os vídeos horas depois, mas o estrago já estava feito. Minha imagem, minha honra e minha reputação profissional foram expostas a milhões de pessoas com base em uma narrativa completamente falsa. Eu fui a vítima. Na madrugada do dia 04 de janeiro, enquanto estávamos em uma casa de shows em Balneário Camboriú, Cariúcha tentou me beijar. Recusei. Diante da minha negativa, passou a me ameaçar, dizendo que iria me expor e me prejudicar de alguma forma. Em seguida, partiu para a agressão física: me arranhou e me deixou com hematomas pelo corpo. Tenho fotos e vídeos que comprovam isso. Não reagi. Não a agredi. Não levantei a mão para ela em nenhum momento. Diante dessa situação e temendo novas agressões, fiz a única coisa que me pareceu razoável: peguei os pertences dela, deixei na portaria do prédio e encerrei qualquer contato. Não a "expulsei" por maldade. Me afastei para me proteger. Eu já procurei as autoridades. Ainda hoje, registrei Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Balneário Camboriú, relatando as agressões que sofri. Amanhã, dia 05 de janeiro, farei exame de corpo de delito no IML. As lesões estão documentadas. Além disso, já solicitei as imagens das câmeras de vigilância do local onde os fatos ocorreram. Essas imagens comprovarão que não pratiquei qualquer agressão contra Cariúcha e demonstrarão exatamente o que aconteceu naquela noite. Possuo também vídeos feitos com meu próprio celular, registrados logo após as agressões. Essas imagens falam por si: basta observar o comportamento de cada um no momento da gravação para que qualquer pessoa chegue às suas próprias conclusões sobre quem estava alterado e quem manteve a calma diante da situação. A verdade será comprovada pela perícia, pelas imagens e pelas provas documentais, não por vídeos emocionais postados de madrugada. Sobre a repercussão na imprensa: Lamento que alguns veículos de comunicação tenham reproduzido as acusações falsas de Cariúcha sem qualquer apuração prévia, tratando como verdade uma narrativa unilateral publicada de madrugada por uma pessoa em evidente descontrole emocional. Mais grave ainda: algumas reportagens fizeram menção a negócios da minha família, pessoas que sequer estavam presentes e nada têm a ver com esse episódio. Meus familiares não merecem ter suas imagens e seus empreendimentos arrastados para uma situação da qual não fazem parte. Os veículos que publicaram ou republicaram conteúdo difamatório, sem a devida checagem dos fatos e sem ouvir a outra parte, também serão responsabilizados na forma da lei. Das medidas que serão tomadas: Minha assessoria jurídica já está adotando todas as providências cabíveis. Cariúcha responderá nas esferas cível e criminal pelos crimes de calúnia, difamação e lesão corporal, além de reparar os danos causados à minha imagem. Da mesma forma, os veículos de imprensa e perfis que propagaram as acusações inverídicas, especialmente aqueles que envolveram indevidamente minha família, serão notificados e, se necessário, acionados judicialmente. Confio na Justiça. Confio que a verdade prevalecerá. Por fim, agradeço a todos que me conhecem e que, sabendo quem eu sou de verdade, não acreditaram nessa história por um segundo sequer. O apoio de vocês tem sido fundamental. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/01/05/calunia-entenda-confusao-cariucha-medico-em-balneario-camboriu.ghtml


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